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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Labirinto da Alma




Fecho os olhos...
Embalo em nuvens de cetim e laços de veludo, no toque profundo
Dos sons, que acordam os rios que choram de mansinho
Sinto o sopro do vento no rosto, são teus beijos doces, meigos...
Desencanto da minha alma, desatino do meu desejar
Busca incessante com que engulo a vida de um só trago
Lágrima derramada no meu cálice
Pássaro ferido de um amor com sede de infinito
Vagueio nesses labirintos vazios, perdidos, distantes...
Vagamente iluminados pelas sombras
Da sedução da lua que caminha silenciosamente pela noite
Qual mariposa esvoaçante… que pousa levemente...
Em flores de prata, dança sensual de colibris de mil cores
Doce delírio conflituoso entre o ardor do desejo da carne
E a pureza da mente, enigma constante, puzzle (in)completo...
(in)decifrado das emoções encerradas no porão dos (des)encantos!
Ergo as mãos ao céu, e deixo cair entre os dedos a tinta...
Com que me visto de olhos fechados, pérolas que me adornam
Luxúria pura encarnada no êxtase do teu sonhar
Puro amor que tanto buscas encontrar, numa sede sem pudor
Sentida no arrepio da pele, leve pousar dos teus rosados lábios
Embala-me no teu mundo de sonhos...
Possui-me com tua luz, como braços que me enlaçam
A alma, entregue a ti… numa oferenda mágica,
Lapso de tempo, esse tormento insano de te querer pertencer
Fecha os olhos, viaja…  e faz de mim tua amante!
SUS

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