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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Não vou mais escrever sobre o amor...






Eu me decidi a parar de escrever sobre amor, porque se eu não parar de escrever eu não conseguirei parar de desejar que a gente dê certo. Não, não vai dar. Não vou escrever sobre amor porque tô é cansada de chorar e preciso celebrar ao mínimo uma - das tantas - coisas que eu sei que são preciosas nessa vida. Certa vez li em algum canto da internet (perdoem a minha falta de memória, mas não sei aonde foi) um texto que dizia que certa pessoa escrevia tanto a palavra "amor" que essas letras de seu teclado estavam meio apagadas. Então eu olhei para o meu teclado e vi. Também estavam. Aí eu chorei. Mas não foi tristeza, foi uma certa emoção porque era a prova material que minha humanidade aflorava aos montes, explodia dentro e fora de mim. A alegria de saber-se viva.
Só quem chora pode constatar que vive. Só quem ama, quem distribui afetos, quem abraça, quem ri. Se você não se lembra qual foi o último abraço que deu, a coisa tá feia, meu amigo. E tudo isso é amor. Tá legal, eu disse que não ia escrever sobre amor. Mas o que mais vale a pena no mundo do que amar? O que mais nos faz pensar que valha a pena enfrentar o trabalho cansativo, os ônibus cheios, os dias tortuosos? A certeza de que não estamos sozinhos nessa. Não vou falar sobre amor - não sobre o nosso amor, mas sim sobre aquele amor pela vida. Aquele que me faz levantar todo dia de manhã. O amor que me faz sorrir ao pensar que não existem amigos mais engraçados, insanos, alegres, companheiros e lindos que os meus. O amor que me faz pensar que as coisas ruins do agora ao menos deixam como legado a experiência, e a certeza de que tudo passa. Tudo vira poeira, tudo vira pó, e o que parecia um abismo que dividia a Terra em duas - o seu lado e o do resto da população - daqui a pouco não passará de motivo de riso. O amor que deixa claro que por mais que as feridas cicatrizem, ainda doerá se você se atrever a cutucá-las - porque somos feitos de carne e osso, não há modo de nos livrarmos do que alcança nosso mais íntimo sem marcas. O amor pela vida que me dá a certeza de que sempre vale a pena, por mais que doa continuar. O amor que é o que me reafirma, ao chegar em casa, que minha família é insubstituível, que até aqueles defeitinhos bárbaros são o que tornam cada membro dela único - e que fazem falta. É o amor que faz a gente se debulhar em lágrimas, mas é também o que nos lembra que há muito para se ver, que não será nem a primeira e nem a última vez. E que faz, então, renascer uma fé e uma força inigualáveis de dentro do peito, levantar, sacudir a poeira e seguir em frente. São só a companhia de quem a gente gosta aliada às brigas meio bobas e instantaneamente perdoadas que explicam tanto amor. Se você atura muita mesquinhez de algum amigo, mas ri e perdoa, tenha certeza que a amizade será longa e cheia de histórias.
Eu amo, amo muito. Amo a balada com as amigas tanto quanto amo o apoio recíproco quando as coisas vão mal. Amo a dor compartilhada para não pesar muito pra ninguém assim como amo as risadas sobre as piadas daquele amigo que só a gente ri (piores piadas impossível). Amo dançar jogando os cabelos, aproveitar a festa como se fosse a última da minha vida e amo ver minha mãe se divertindo comigo como se tivesse 17 anos. Amo cantar Cazuza e Nando Reis, amo andar pela casa de camiseta e calcinha e amo chorar quando a saudade aperta. Amo reencontrar amigas de longa data, amo demonstrar meu afeto pelas pessoas que, a meu ver, são as mais queridas do mundo, amo tudo o que faz rir. Amo as piadinhas que só eu e meus amigos entendemos, amo dar apelidos secretos, amo sorvete num dia muito quente e café todos os dias de manhã. Amo sentar na minha cama sozinha e destrinchar as palavras de Clarice Lispector, abrir o coração para Caio Fernando Abreu, me interiorizar com Martha Medeiros e sentir na pele com Tati Bernardi. Amo agradecer a Deus por cada dia a mais, por cada pequena felicidade conquistada, pelos erros que deixam de herança lições e amo capturar cada sinal divino do caminho a traçar como se ewscolhem estrelas no céu - e cruzar os dedos acreditando que escolhi o certo. Amo ter a certeza de que tenho amigos fiéis e companheiros, amo fazer alguém rir, amo doar meu tempo a quem precisa.
Canto como Cazuza cantava, dizendo que queria "todo o amor que houver nessa vida". Porque eu sou feita de amor da cabeça aos pés, respiro amor, vivo por amor. Amo a vida, amo tanto que as letras dessa palavra aguda "amor" já nem existem mais no meu teclado de tão desgastadas depois desse texto. Não, seu bobo, não é o seu amor que me preenche, ouviu? Seu amor é só uma imensa parte do tanto que é meu coração - e mesmo assim sobra muito mais. E posso sim, dizer que amo tanto que uma hora vou me explodir em amor e fazer voarem pedaços de carinhos por todos os lados. O meu medo é saber que amo tanto, mas tanto, que sabe Deus o que os olhares cobiçosos e alheios podem fazer com a melhor parte de mim. Continuarei sentindo, persistindo, acreditando. Sou apaixonanda, eternamente apaixonada pelas coisas simples e insubstituíveis da vida. A chave de ouro de toda essa história é Oswaldo Montenegro quem dita, e faço minhas as suas palavras:
"E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.".


Clarissa M. Lamega

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Dez erros comuns de quem acaba de terminar um relacionamento






Desesperar-se para preencher o vazio
Por não terem mais a companhia do ex, algumas pessoas sentem-se na obrigação de preencher este espaço que ficou.Quando não temos força suficiente para compreender o que aconteceu, podemos optar por esquecer, culpar o outro ou tentar fugir do sofrimento. Há conflitos e muitos sentimentos envolvidos de ambos os lados e a maioria dos pacientes procura compensar a falta da pessoa amada com a procura de outras coisas. Neste caso, o melhor é saber se respeitar. Cada um tem o seu tempo de luto e aceitação sobre o que passou. É preciso respeitar esse momento e vivenciá-lo para que, com a experiência, aconteça o autoconhecimento.
Não aceitar o término
O medo da solidão faz com que as pessoas não aceitem que o encanto acabou. Tem gente que nega o fim porque hesita em aceitar que viveu uma grande ilusão ou em um ‘castelo de sonhos’ durante o relacionamento. Há também quem acredite que, mantendo contato com o ex, a separação será mais fácil, o que nem sempre é verdade. O ideal é que a pessoa aceite o que aconteceu, viva seu tempo de luto e se recupere, para estar pronta e aberta a novos relacionamentos.
É errado tentar manter a amizade depois de terminar um namoro. Assim,a pessoa demora muito mais para aceitar a nova realidade e acaba-se fazendo sofrer alguém que respeito muito e com o qual passou anos muito importantes da vida. Por isso, dou a dica: o ideal é manter a cabeça distante do ex e buscar formas de conhecer e encarar de novo a vida de solteiro.
Perder o controle financeiro
Depois do rompimento, a maioria das pessoas começa a viver uma crise de emoções e coloca razão de lado.O indivíduo fica mais emocional que racional. O desconhecimento na essência de seu próprio parceiro ou parceira o frustra de uma maneira que bloqueia toda a importância do resto. Muitas das vezes, julgamos ter encontrado nossa alma gêmea, mas, aos poucos, descobrimos que criamos um cenário na imaginação, perfeito para favorecer nossos gostos e desejosO melhor é deixar de faz-de-conta e voltar à realidade – especialmente à do crédito do cartão.
Acabar com a autoestima
Autoestima é o valor que você se dá. Repito: é o valor que VOCÊ se dá. Portanto, se você se acha inteligente, belo, esperto, criativo, compassivo, competente e leva um pé no traseiro, você continua com todas as suas qualidades, sim! Não importa o fato, você sempre será maior que o outro se de fato se amar. Separar-se não deixa você menos engraçado, elegante, etc. - e isso serve para homens e mulheres. Não deu certo porque não tinha que dar. Bola pra frente.
Bloquear-se sexualmente
Por estar intimamente ligado ao afeto, o apetite sexual pode sofrer após a separação. Algumas pessoas vivem tanto tempo presas em um relacionamento que, quando ele termina, bloqueiam-se. Atendo muitas mulheres que acham que nunca mais ficarão nuas diante de um novo parceiro. Mas esse bloqueio está ligado a diversas questões: como terminou esse casamento ou namoro, qual a idade da mulher e homem envolvidos e o motivo da separação. A maioria das mulheres sente-se mais frustrada; ficam desiludidas e com a sensação de que investiram em algo que não deu certo. Homens são mais práticos quando o assunto é sexo, enquanto as mulheres associam o ato ao lado emocional.
Liberar demais a sexualidade
Há também quem pegue a estrada contrária ao erro anterior e acaba exagerando na cama. Na tentativa de provar para o ex que ainda é desejado, há quem entre em um ciclo de troca de parceiros. Neste caso, perceber que há o interesse do outro é mais importante que o ato em si. Os homens querem provar que ainda são viris. Já as mulheres o fazem como forma de protesto e grito de liberdade às regras do antigo relacionamento. Mesmo assim, procuram ter alguma bagagem emocional para que o interesse evolua para o sexo. O perigo é que, uma hora, essa pessoa vai entender que tem diversos parceiros na cama, mas nenhum na vida real. O choque de descobrir isso pode levá-la a uma depressão maior ainda.
Emendar um relacionamento em outro
Correr atrás de outro relacionamento imediatamente, sem analisar o que aconteceu para que o anterior chegasse ao fim, é um dos equívocos mais comuns entre os recém-solteiros.Isso é uma perda de oportunidade. Quando não nos damos um tempo para vivenciar a situação com mais profundidade, deixamos de aproveitar a chance de nos conhecer melhor. No fundo, sentir carência é ter falta de si mesmo, de se conhecer melhor antes de se entregar novamente a outra pessoa, com a pressa de arrumar outro amor, a pessoa não é capaz de avaliar direito o novo pretendente. Assim, é fácil dar errado de novo.
Confundir a sensação de liberdade
Tem gente que se separa e tem a ilusão de que vai preencher o vazio que sente por meio de diversão – e confunde ‘liberdade’ com ‘libertinagem’. Mas depois, quando a ficha cai, a dor é muito maior. Não adianta tentar fugir de si mesmo nem de suas dúvidas e anseios. O ideal é parar e se dar um tempo para poder analisar tudo o que aconteceu e recuperar forças para seguir em frente.
Arranjar um relacionamento virtual
Já que o namoro real não deu certo, tem gente que mergulha na internet para tentar compensar a carência. Até aí, tudo bem. Mas o ambiente virtual pede cuidado. Nas redes sociais, homens e mulheres criam perfis que, na maioria das vezes, não são. Distorcem suas identidades: descrevem-se como o que gostariam de ser para conquistar pessoas (que também podem estar fazendo o mesmo). As pessoas se iludem por trás de uma tela de computador, já que essa é uma atitude de defesa: a de não se expor pessoalmente para evitar a rejeição, por exemplo. É preciso ter muito cuidado ao investir em relacionamentos desse tipo depois de uma separação. Até porque não se pode viver só em um desses mundos – virtual e real. É preciso saber dosar os dois, sempre.
Achar que o mundo acabou
A falta do outro não pode se traduzir em solidão e desespero. Esse é um dos erros mais comuns: achar que precisa do outro para respirar. É um comportamento de autodepreciação. As pessoas precisam entender que o outro não pode ser o seu universo, e sim apenas um planeta dele. A maioria das pessoas relaciona a felicidade a laços afetivos e faz disso uma muleta emocional perigosa. A solidão remete ao vazio existencial, e é preciso entender esse vazio como uma grande sensação de desamparo e não pertencimento. Quando nos separamos pensamos: ‘não pertenço mais ao grupo dos que têm alguém e são felizes no amor’ e isso dói. É preciso enxergar essa cilada e pular fora antes mesmo que ela nos ameace.
Fonte
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Rifa-se um Coração






Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. 
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...


Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.


Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.


Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.


Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"


Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.


Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.



Ricardo Labatt

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Silêncio dos Lobos





Pense em alguém que seja poderoso...
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?
Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.
Sorria.
Silencie.
Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.
Não é verdade !
Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.
Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio".

Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Aldo Novak

sábado, 17 de novembro de 2012

Texto- Gasparetto






"Viver uma experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das ideias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão. Cada um é o único responsável pelas próprias necessidades.Só quem se ama pode encontrar em sua vida 'Um Amor de Verdade'!"
Luiz Gasparetto

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O Amor Não Morre







O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes. Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos.
Não é preciso confundir fadiga com desamor. O amor ama. Quem ama, ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A causa? O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas... o outro já sabe! 
Falta magia. Falta o inesperado. 
O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho. Nada mais a fazer. Muitas pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos. Outras procuram aventuras. Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressado diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos. 
Não é possível uma vida sem amor. Ou com amor adormecido. 
Se você ama alguém, desperte o amor que dorme! Vez ou outra, faça algo extraordinário. Faça loucuras, compre flores, ofereça um jantar, ponha um novo perfume...
Não permita que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o que fazer da vida. Reconquiste! Acredite: reconquistar é uma tarefa muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito maior. Mas... sabe de uma coisa? Vale a pena! Vale muito a pena!

© Letícia Thompson 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Casal Perfeito






O Casal Perfeito

A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi - e repito - em dezenas de palestras por este país afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.

O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?

Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto. Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.

Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.

O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio, o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.

E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo.

Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.

Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: "Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher".

Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.

Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobretudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns. É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino.

Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém.

(Lia Luft)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Peso de Querer Ser Amada...





O Peso de Querer Ser Amada...

Tem momentos na vida da gente, quando o fardo já esta muito pesado, e você parece ser a unica pessoa a se dar conta disto, procura uma saída, mas o peso da responsabilidade, dos seus problemas e dos que você abraçou como seu, é muita...que a unica saída, é parar tudo e ir se desconstruíndo.

Sim é isto mesmo.
Olhar profundamente pra si mesmo, e despojar-se do que realm
ente não mais lhe pertence.
A maioria das pessoas que abraçam o mundo, como se a responsabilidade da vida alheia fosse dele, precisa de auto aceitação. 
A esperança de ser reconhecido, mesmo que inconscientemente, é enorme...o desejo que este reconhecimento se transforme em amor, ainda maior.
E quando vamos perceber, o peso da "humanidade", esta em suas costas, e aquilo que você esperava não se realiza.
O mundo continua o mesmo...mas você cada vez mais enrolada com coisas que não lhe acrescentam nada.
Quem vai te amar, vai te amar pelo que você é.
E te falo, a pior coisa, é ficar esperando um reconhecimento que não virá.
Aquilo que começou com uma ajuda, vai virar uma obrigação, o ombro que você tanto precisa, as lágrimas que você tanto deseja derramar, o sonho de alguém te ouvir...tudo isto só acontecera, quando você mesma tomar consciência que precisa mudar.
Quer ajudar as pessoas, quer ser o amparo do "mundo", legal.
Mas faça pelos motivos certos.
Por carência, para se fazer admirar...to fora, já fiz muito e a única que saiu machucada fui eu.
Quer amor, se ame.
Comece a cuidar de você, delete os problemas para quem de competência for, procure saída para os teus próprios problemas.
Mas faça...por que não tem nada pior do que o "PAPEL DE VÍTIMA", e a gente nem se toca que o esta representando.
Vá ser feliz. A vida só espera de nós, que a gente de conta de crescer.
Beijos
Magaly Delgado