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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

GUARDA-ME







GUARDA-ME

Se me vires triste
não me perguntes nada
guarda-me apenas no teu a
braço
reúne a minha dor
em teu redor
partilha-a comigo
sê meu amigo
farol no meio do meu nevoeiro
bruma em mim escondida
amor meu, companheiro
amor da minha vida

Não me perguntes nada
não saberei responder-te
apenas vou consigo chorar
no meio dos teus braços
pendurar-me nos teus olhos
e rogar-te o teu desejo

Vou pedir-te um beijo
como se fosse o último
vou me desunhar
descabelar
virar-me do avesso
e no final, se conseguir
ficar ainda inteira
e reunir os meus pedaços
desfalecerei nos teus braços
serei o teu navio
em pleno mar
a tua pedra angular
o teu norte
e entregar-me-ei a ti
e por ti

E por entre o teu abraço
desnudar-me-ei no teu peito
soluçarei como uma criança
que chora aliviada
e ainda mantém a esperança

E por entre os meus soluços
beijar-te-ei calada
com as minhas lágrimas 
molhando-te o rosto
como um orvalho em pleno Agosto
que sabe ser Verão
e mesmo assim insiste em molhar
tudo aquilo que apanhar
no seu caminho

E depois olhando para ti
apenas te agradecerei
teres ficado aqui
perto de mim
não me teres negado o teu carinho
seres comigo
como um dia eu serei
sempre que de mim precisares

E ao dar-te um beijo na testa
em sinal de respeito
apenas te direi:
Obrigado por me amares...


São Reis 


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