sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Rifa-se um Coração






Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões. 
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...


Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.


Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.


Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.


Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"


Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.


Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.



Ricardo Labatt

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Silêncio dos Lobos





Pense em alguém que seja poderoso...
Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo?
Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio.
Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas.
Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos.
Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota.

Olhe.
Sorria.
Silencie.
Vá em frente.

Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar.
Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso.
Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.
Não é verdade !
Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir.
Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal.
Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça.
Você pode escolher o silêncio.
Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:

“Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio".

Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.

Aldo Novak

sábado, 17 de novembro de 2012

Texto- Gasparetto






"Viver uma experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das ideias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão. Cada um é o único responsável pelas próprias necessidades.Só quem se ama pode encontrar em sua vida 'Um Amor de Verdade'!"
Luiz Gasparetto

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O Amor Não Morre







O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes. Ele se refugia em algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os relacionamentos.
Não é preciso confundir fadiga com desamor. O amor ama. Quem ama, ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A causa? O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. São as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas... o outro já sabe! 
Falta magia. Falta o inesperado. 
O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho. Nada mais a fazer. Muitas pessoas se acomodam e tentam se concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm nada a ver com relacionamentos. Outras procuram aventuras. Elas querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo apressado diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos. 
Não é possível uma vida sem amor. Ou com amor adormecido. 
Se você ama alguém, desperte o amor que dorme! Vez ou outra, faça algo extraordinário. Faça loucuras, compre flores, ofereça um jantar, ponha um novo perfume...
Não permita que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o que fazer da vida. Reconquiste! Acredite: reconquistar é uma tarefa muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito maior. Mas... sabe de uma coisa? Vale a pena! Vale muito a pena!

© Letícia Thompson 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Casal Perfeito






O Casal Perfeito

A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi - e repito - em dezenas de palestras por este país afora. Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.

O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?

Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto. Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver. Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.

Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.

O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio, o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.

E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo.

Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.

Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: "Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher".

Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.

Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobretudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns. É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio Pellegrino.

Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém.

(Lia Luft)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Peso de Querer Ser Amada...





O Peso de Querer Ser Amada...

Tem momentos na vida da gente, quando o fardo já esta muito pesado, e você parece ser a unica pessoa a se dar conta disto, procura uma saída, mas o peso da responsabilidade, dos seus problemas e dos que você abraçou como seu, é muita...que a unica saída, é parar tudo e ir se desconstruíndo.

Sim é isto mesmo.
Olhar profundamente pra si mesmo, e despojar-se do que realm
ente não mais lhe pertence.
A maioria das pessoas que abraçam o mundo, como se a responsabilidade da vida alheia fosse dele, precisa de auto aceitação. 
A esperança de ser reconhecido, mesmo que inconscientemente, é enorme...o desejo que este reconhecimento se transforme em amor, ainda maior.
E quando vamos perceber, o peso da "humanidade", esta em suas costas, e aquilo que você esperava não se realiza.
O mundo continua o mesmo...mas você cada vez mais enrolada com coisas que não lhe acrescentam nada.
Quem vai te amar, vai te amar pelo que você é.
E te falo, a pior coisa, é ficar esperando um reconhecimento que não virá.
Aquilo que começou com uma ajuda, vai virar uma obrigação, o ombro que você tanto precisa, as lágrimas que você tanto deseja derramar, o sonho de alguém te ouvir...tudo isto só acontecera, quando você mesma tomar consciência que precisa mudar.
Quer ajudar as pessoas, quer ser o amparo do "mundo", legal.
Mas faça pelos motivos certos.
Por carência, para se fazer admirar...to fora, já fiz muito e a única que saiu machucada fui eu.
Quer amor, se ame.
Comece a cuidar de você, delete os problemas para quem de competência for, procure saída para os teus próprios problemas.
Mas faça...por que não tem nada pior do que o "PAPEL DE VÍTIMA", e a gente nem se toca que o esta representando.
Vá ser feliz. A vida só espera de nós, que a gente de conta de crescer.
Beijos
Magaly Delgado

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DECRETO





Decreto

Que você jamais se esqueça de quem realmente é... Um espírito!
Que você não se iluda com a aparência das coisas - e saiba ver com o coração.
Que você se sinta grato diante do infinito - e se admire ao ver um pôr de sol.
Que você jamais se esqueça das pessoas que lhe ajudaram em alguma coisa.
Que você ore por todos aqueles que sequer sabem orar - e que isso seja lindo!
Que você jamais deixe de apreciar uma linda canção - e ser grato por isso.
Que você abrace uma árvore e a chame de irmã querida.
Que você compreenda: viver é mais do que só viver... É também pensar e sentir.
Que você seja encantado(a) por um Grande Amor - e saiba que é um presente.
Que nada roube a Luz do seu coração - e que sua trilha seja honrada e linda.
Que você olhe seus filhos como estrelinhas - e seus pais e avós também!
Que você jamais seja um canal de violência - e, pelo contrário, trabalhe pela Paz.
Que você passeie e brinque com seu cão - e agradeça à Presença pelo presente.
Que você saiba extrair lições de cada revés - e jamais perca a fé na jornada...
Que você se sinta honrado(a) de um Grande Amor viajar em seu pequeno coração.
Que você não tenha medo do mundo espiritual - pois é de onde você veio.
Que você não veja a cor da pele de ninguém, mas, sim, a cor da Luz em cada Ser.
Que você se esqueça das ofensas - mas não se esqueça de ser feliz.
Que você transborde de júbilo - só por existir. E que o seu peito seja um sol!
Que você seja maduro(a) e responsável - mas sem abafar a sua criança interior.
Que você seja capaz de aguentar o Poder da Luz transformando sua consciência.
Que você assuma sua espiritualidade - seja lá qual for... E ria muito.
Que você respeite os que sabem menos - porque conhecimento não é sabedoria!
Que você seja um grande curador(a) - primeiro, de si mesmo -, e abrace o mundo.
Que você jamais traia a si mesmo(a) - porque sua força está em seu caráter.
Que você agradeça aos seus amigos espirituais - que lhe ajudam em silêncio.
Que você, por onde for, seja um presente... E que a Presença sempre lhe abençoe.
Que você seja digno de acolher um Grande Amor em seu pequeno coração.
Que você, simplesmente, seja feliz.
Que você sinta o Oran Mor** em seu coração...
P.S.:
O Vento do Espírito Supremo sopra por onde quer...
Ele vai e vem - e nenhum homem da Terra controla isso.
Ah, Ele varre a poeira do ego e areja as consciências.
E felizes são os corações por onde Ele passa...
(Dedicado a Presença).
Gratidão.
Paz e Luz.

FONTE http://anjodeluz.ning.com/profiles/blogs/com-alma-celta-e-cora-o-lindo-wagner-borges
Rosiana Carvalho Izoldi